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22/07/2014

Sexismo e Jogos Online [parte 3-final]

 

 

Oi gracinhas da minha vida! Sigo com a terceira (e última) parte do artigo sobre Sexismo e Jogos Online. Peço desculpas por não ter postado ontem, faltou tempo. Enfim, vamos lá!

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Contexto: a KeSPA (Korean e-Sports Association, Associação Coreana de e-Sports) sediou o Desafio Amador deste ano que  apresenta, exclusivamente as equipes só de mulheres do cenário profissional coreano (OGN).

O campeonato de ligas exclusivamente femininas, apesar de intrinsecamente errado, é atualmente a única real oportunidade das mulheres romperem a barreira de gênero da cena. As pessoas já têm comparado a outras ligas amadoras, mas o que dá às meninas com interesse em pro-gaming uma oportunidade de criar um ambiente competitivo, onde elas são capazes de melhorar, ganhar experiência como equipe e competir no nível máximo, além de ter uma chance de ganhar a vida com jogos competitivos. Status profissional, como em ‘ganhar a vida jogando video games’, é algo que as mulheres não têm chance de alcançar, e este campeonato muda isso!

Embora a segregação de sexos seja errada, no caso do pro-gaming isso pode levar até uma audiência igual entre homens e mulheres, uma vez que existem mulheres com alto nível de habilidade, com experiência, poderíamos ver uma subida de um time feminino para a LCS, e mais além. Isso, de fato, faz do e-Sports uma cena onde qualquer um pode tornar-se grande.

A liga feminina é uma solução que nasce da falta de alternativas. O fato é que, neste momento, esta a única chance que as mulheres têm de se tornarem relevantes no e-Sports e isso mostra o quão profundamente enraizada esta questão está. Há meninas por aí que podem e querem competir no mesmo nível de outros jogadores profissionais, mas, como todos os argumentos acima apontam, a comunidade e a cena têm sido lentos para adaptar-se ao crescente interesse nos jogos entre as mulheres.

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Ligas femininas servem para equalizar artificialmente o número de homens e mulheres que competem profissionalmente. Quanto mais mulheres sendo envolvidas na cena, mais elas começarão a apontar para uma carreira no eSport. E este é o aspecto incômodo de toda a questão – que não estamos assim tão longe como uma comunidade para corrigi-la, apenas nos recusamos a reconhecer que o problema existe, devido à noção pré-concebida de que os jogos e as ligas que os profissionais jogam são apenas para meninos.

Em uma seção anterior, eu toquei no assunto que nenhuma equipe da LCS tem uma mulher em sua lista. Isto não é só aplicável aos membros das equipes mais famosas; várias equipes não têm um único membro do sexo feminino. Isso prova o quão machista é a indústria de jogos. Isso é ruim? Certamente. Devemos considerar se apreciamos ou não mais o talento do que o conforto de um ambiente mono-gênero. As pessoas que leem esse artigo estão entre os jogadores dedicados e os telespectadores de eSports e League of Legends. Eu suponho que todos nós queremos a mesma coisa: a melhor experiência profissional  possível e um esporte que possa manter a comunidade unida.

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O que eu posso fazer para melhorar isso?

Todo mundo pode tornar isso tudo mais fácil simplesmente evitando observações misóginas que nunca usariam pessoalmente. Ao se referir a um jogador, fale sobre sua habilidade, pontos fortes e fracos e exclua o gênero de sua mentalidade. Isso vale para os dois lados: se você usar o seu decote para atrais pessoas para atrair pessoas para a sua stream, então você sabe que tipo de pessoas esperar. Permita-me citar parte de um artigo incrível da Jackie Lee, jogadora de Magic the Gathering:

  1. Piadas de gênero não são engraçadas, são insensíveis.
  1. Busque criticismo e expresse críticas ao mau comportamento.
  1. Não insulte alguém com base em seu gênero (ou raça, ou sexualidade – todas essas características não determinam qualidades de uma pessoa).

Note que todos estes pontos se relacionam com mulheres e homens. A igualdade de gênero vai nos dois sentidos.

Fonte: News of Legends

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