Introdução
“Meta” é uma palavra que caiu no gosto popular. Fora da comunidade de elite, parece que ainda não tivemos uma conversar aberta com os demais membros da comunidade do LoL (low elos) sobre o que é “meta”, isso imaginando que ambas as partes pelo menos saibam o que isso significa.
Então, o que é “Meta”?
Literalmente, meta é teoricamente uma análise de algo sob um espectro do alto nível. No caso do LoL, a maneira mais eficaz de jogar o jogo. Essa definição não é suficiente, pois para mim é necessário haver uma avaliação do contexto e limitações quando se joga dentro da meta.
Um exemplo do que digo, como fora demonstrado pela discussão entre Montecristo e Last Shadow. Last Shadow, vindo de uma linda infraestrutura do eSports da Coréia do Sul, está acostumado com uma meta onde as equipes podem treinar fora das vistas de terceiros. Montecristo informa Last Shadow que, no ocidente, as equipes precisam de dinheiro que vem das streams (onde normalmente jogam em sua role principal).
Sendo assim, por conta das diferenças nas infraestruturas a meta ocidental é diferente da coreana, graças ao número de informações acessíveis (streams e afins) no ocidente. Podemos notar que essa afirmação é verdadeira, basta olhar os picks pouco comuns que vemos nos times considerados como “novatos” na Coréia como a Lux e o Blitz da IM #2 contra a Samsung Blue.
Claro que essa é apenas umas das formas que a meta ocidental de diferencia da coreana. Um time dissidente, um SoloQ mais competitivo, e vários outros fatores afetam como a meta competitiva se define e opera.
Mas antes de entrarmos em mais detalhes, gostaria de repassar um pouco da história do LoL.
Criando um Estilo
Àqueles que estão no LoL desde o beta sabem que você jogava com o que queria, mas com o passar do tempo as equipes criaram estilos, diferenciando-se dos demais por jogar um estilo de jogo com uma composição de time específica – e jogando muito bem.
Apenas escutei lendas sobre a Primeira Temporada do Campeonato Mundial da bot-duo lane da Fnatic, que foram os predecessores para o que hoje é um padrão estável para a meta no SoloQ. Eventualmente, vimos vários estilos diferentes; a TSM com sua composição para lutas de equipes prematuras para contestar Dragões, a CLG e o ADC para split-push, o uso de múltiplos teleportes pela Fnatic, Helios se sacrificando pelo Lord Flame na CJ Blaze, a bot lane Ash/Zyra da Cloud9 e Meteos carregando... A lista continua.
Vamos comparar isso ao LoL NA de hoje. A ideia velha de “estilos” está desatualizada para times TOPs. Eles evoluíram tanto que são capazes de identificar a fraqueza de uma composição, independente de quão bom o time inimigo seja, e fazer escolhas/estratégias que minem o estilo do inimigo. Times iniciantes, contudo, dependem de estilos para esconder suas várias fraquezas, na esperança de competir contra times top de linha.
Montecristo fez uma comparação, no Summoning Insight Episode 16, entre a Complexity e a SKT T1 S. Ambos os times podem jogar muito bem com safe-picks de early game, como Renekton e Lee Sin, bem como com campeões de late game, como o Ziggs, que adiam o jogo para um ponto onde o primeiro que cometer erros perde.
O problema surge quando o jogo é jogado nesse estilo, expondo a incapacidade da equipe de terminar jogos, como vimos na tragédia que foi a Curse vs Complexity nessa temporada. Isso também torna difícil corrigir problemas que apenas atrasam a equipe. Estilos têm resultados em curto prazo, mas podem criar problemas em longo prazo.
Sendo assim, é provavelmente melhor para os times de classificação mais baixa que eles se foquem nas forças mais imediatas a tentar trabalhar suas fraquezas, pois essa é a única forma deles se manterem, por curto prazo, na LCS. Mas times da mais alta classificação precisam saber entender a mudança da meta, para ter um crescimento e melhora constantes.
A CLG é um bom time para ter como exemplo de um crescimento contínuo jogando dentro da meta, já que a não muito tempo, eles tiveram seu jogo na LCS contra a Azure Cats, um time de nível Challenger, paras simplesmente serem considerados o time número 1 da América do Norte.
Inovando e Pesquisando
Agora você deve estar pensando: “Se você tende a melhorar jogando a meta, por que deveria ligar para inovações?”.
Bom, em um jogo de SoloQ, cada partida parece ter um peso muito pequeno e você precisa se preparar para uma série de jogos em apenas uma semana... Então a meta é uma estratégia que “cobre um pouco de tudo”. Mas em um cenário mais competitivo, as equipes precisam se basear em inovações e no estudo de seus oponentes, e não em metas com estratégias predefinidas. Essa regra é ainda mais valiosa para times considerados “novatos”, que não tem tanta habilidade/prática em mecânicas de jogo como seus oponentes.
Um exemplo perfeito disso foi visto nas finais da OGN Spring 2013, quando a MVP Ozone (atualmente Samsung White), os novatos, enfrentaram a CJ Entus Blaze, que foram invictos nas classificatórias, com uma pontuação de 3-0 em uma melhor de 5. Blaze foi capaz de atingir tal feito por conta da sua estratégia: uma hardcore freeze lane, que permitiu que Flame se feedasse loucamente (comparado com o top laner inimigo), e essa estratégia não teve qualquer counter play.
MVP Ozone estudou seus adversários e criou uma inovadora tática em rotatividade nos jogos, que simplesmente acabou com a estratégia da Blaze. Por conta de terem se apegado a uma estratégia fixa, não terem pesquisado sobre seus oponentes, e não serem capazes de agir e inovar entre uma partida e outra, Blaze acabou em uma pontuação humilhante 3-0.
É importante notar que não houve patches durante as classificatórias da OGN. Existem duas forças de inovação no LoL – as equipes e a Riot. A Riot implementa mais rapidamente as mudanças com seus buffs, nerfs ou alterações.
Equipes baseadas em inovações são aquelas que mantem as equipes top tier em xeque e que podem subir nos ranks. A pergunta que toda equipe TOP deveria se perguntar é: “o que eu faço quando estiver enfrentando algo que não pratiquei contra?”. Caso não consiga responder, você estará jogando o jogo do inimigo.
Caso você escolha algo que será muito bom contra a composição do inimigo, eles conseguiram com sucesso lhe tirar da zona de conforto e você provavelmente vai perder por inexperiência. De qualquer forma, a vantagem está com aqueles que inovam. Inovação se torna e substitui a meta atual, e é um ciclo infinito. Então, quão seguro é jogar “dentro da meta” se sua estratégia está sempre vulnerável a inovações?
Bom...
Conclusão
Para resumir o que você acabou de ler:
- Meta parece ser a maneira mais eficaz de se jogar;
- Meta tem contextos (exemplo, regionais) e limitações (inovação);
- Inovação toma o lugar da meta – times estagnados sofrem;
- Times que “fazem seu dever de casa” tem mais informações e mais chances de ganhar.
- Estilos eram prevalentes no LoL do passado;
- Times focados em estilo têm estratégias e táticas predefinidas;
- Estilo se tornou banal e desatualizado na visão dos jogadores e times de alto nível;
- Fazer a transição para um jogo mais focado na mata fará o jogador/equipe ter um melhor desempenho e desenvolvimento de suas habilidades, mas ficará sujeito àqueles que tendem a inovar.
Fonte: Cloth5


11:53
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